sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

MATT FRIEBURGHAUS















O meu trabalho digital e impresso mapeiam momentos visuais e espirituais. Atuo como uma testemunha alerta aos eventos que me rodeiam e colecciono som, vídeo e dados que transformo digitalmente. O meu trabalho é um artefacto deste método de investigação. O som é uma base que une as variações dentro do meu trabalho e emerge também como uma componente final da expressão artística ou uma inspiração inicial. A minha atração pelo som começou na adolescência quando tocava guitarra numa banda, e que surgiu mais tarde na escola de arte e caracterizando o meu trabalho. O aspecto visual da minha obra revela a minha longa paixão por mapas. Quero traçar graficamente uma mudança da minha percepção traduzindo as minhas experiências sensoriais.
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My digital and printed work maps aural and visual moments. I act as an alert witness to the events around me and collect sound, video, and data and then transform these elements digitally. My work is an artifact of this investigative procedure. Sound is a foundation that unites the range within my work and it emerges as either a component in the final artistic expression or as inspiration at the inception. My gravitation to sound started as a teenager playing guitar in a band, only to emerge later during art school and inform my work. The visual aspect of my work reveals my life-long passion for maps. I want to chart a change of my perception by translating my sensory experiences


evading pings from Matt Frieburghaus on Vimeo.




Sono- from Matt Frieburghaus on Vimeo.



Artist website: www.mattfrieburghaus.com

(c) Matt Frieburghaus/ Park magazine [Multimedia Showcase 2011]

segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

CLAUDIA BORGNA












Ao colocar o saco de plástico num contexto artístico pretendo elevá-lo para outra dimensão, ao retira-lo da ideia de banal e obvio e por um instante transformá-lo num objeto poético. Por outras palavras tornou-se numa musa inspiradora. Uma musa produzida em massa, com formas, linhas e cor, que não ajudam mas interagem com o meio ambiente envolvente.

Tal como nas minhas performances os sacos de plástico são um apêndice humano natural. Porque qualquer um pode argumentar que independentemente daquilo que o homem é feito é natural, esta natureza é em última instância uma construção instável e incerta governada por necessidades sociais e culturais.
Escolhi materializar as minhas ideias através da instalação porque deste modo acredito que posso expressar melhor o conceito de ambiente, espaço, tempo e duração. Gosto que as minhas instalações sejam amplas e transmitam um sentido de multidão e conjunto como tal, uma produção em massa, sendo invasiva retirando espaço até ao ponto da sufocação, estar em constante evolução e portanto mutável.
Quero que a minha obra se torne uma extensão lírica virtual da vida moderna e que substitua um velho conceito idealizado de natureza por um moderno romantizado.
Apesar do facto do meu trabalho querer salientar o relacionamento, ou o conflito entre cultura e natureza e como ambos se influenciam e reflectem um ao outro, também pretendo construir uma sensibilização e fazer uma critica sobre o modo como vivemos e como isso afecta o meio ambiente.
Contudo é uma crítica sem julgamento já que não o resolvi realmente em relação a mim, e nunca o resolverei, é a natureza contraditória da beleza e perigo.

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By putting the plastic bag in an artistic context I would like to elevate it to another dimension that takes it away from the idea of the banal and obvious and for an instant transforms it into a poetic object. In other words it becomes an inspiring muse. A mass-produced muse with forms, lines and color, that can’t help but interact with the surrounding environment.

Like in my performances the plastic bags are a human and therefore natural appendix of man. Because one could argue that whatever is man made is natural and that ultimately nature is an unstable and unreliable human construction ruled by social and cultural needs.
I have chosen to materialize my ideas trough the form of installation because in this way I find that I can better express the concept of environment, space, time and duration. I like my installation to be large and give a sense of multitude and mass as in mass-production, to be invasive by taking over space to the point of suffocation, and to be in constant evolution and therefore changeable.
I want my work to become a virtual lyrical extension of modern life that substitutes the old idealized concept of nature with a romanticized modern one.
Despite the fact that my works wants to underline the relationship, or the conflict, between culture and nature, and how they both influence and reflect each other, I also want to build an awareness and make a comment on the way we are living and how it effects the environment.
Nevertheless it is a non-judgmental comment since I haven’t really resolved for myself, and never will, its contradictory nature of beauty and danger.



WHAT IS HAPPENING IN THE SALT SHED?



Blow Me Away If You Can!



Artist website: www.claudiaborgna.keepfree.de

(c) Claudia Borgna/ Park magazine [Multimedia Showcase 2011]

quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

SCOTT F. HALL

Scott F. Hall (EUA) é um artista intermédia trabalhando predominantemente com o som exibido no contexto das artes visuais. Explora singularmente e de forma composta: Som, música, design de instrumento, escultura, imagem estática e vídeo dentro de um variado e amplo paradigma criativo. O seu trabalho é exibido em galerias contemporâneas internacionais, festivais e locais alternativos. Hall desenvolveu práticas originais do som: Scultura sana [também conhecido por sonus animatio], organum novum e o poder ambiente dos repiques. Inventou também instrumentos sónicos como o Optivideotone, baixo eléctrico harmónico e arpa-guitarra, co-originando o termo mobicapping [imagens moveis, vídeo e captura se som] e cunhou o termo anadicapping para descrever a sua técnica híbrida de capturar imagens digitais e vídeo através das lentes ópticas antigas das câmaras de filmar analógicas.
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Scott F. Hall [born 1963, California] is an intermedia artist working predominantly in the medium of sound for exhibition in the visual art context. He explores singly and intermixes: sound art, music, instrument design, sculpture, still images, and video within a wide ranging creative paradigm. His work is shown in contemporary international galleries, museums, festivals, and alternative venues. Hall has developed the original sound practices: scultura sana [also known as sonus animatio], organum novum, and power ambient pealing. He has invented original sonic instruments such as the Optivideotone, electric bass harmonitar, and arpegguitar, co-originated the term mobicapping [mobile image, video, or sound capture], and coined the term anadigicapping to describe his hybrid technique of capturing digital images and video through the aging optics of analog film cameras.


London Underground [Sound]




The Talk in Glasgow [Sound]



(c) Scott F. Hall/ Park magazine [Multimedia Showcase 2011]

Artist website: http://rhizome.org/profiles/scottf.hall/

sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

TALIA LINK















The Treasure of Life

The Treasure of life é um livro digital de aconselhamento. Este projeto artistico contém dezenas de animações vídeo com textos e imagens, com a duração total de várias horas. Cada vídeo inclui um conselho para melhorar as habilitações da comunicação visual do observador.
O livro lida com a imposição do auto aperfeiçoamento que nos invade (clipes “How To” do YouTube, aplicações para iPhone, programas de Makeover). Combinado com o grande poder da rede, esta imposição cria um anúncio cultural digital generalizado, no qual cada leigo, usando um computador, se pode tornar um entendido.
Todo o material visual de Treasure of life foi retirado da internet (usando sites de partilha de vídeo e fotografia) e foi tratado digitalmente. Redesenhar e reeditar este material levanta questões sobre a inversão de poder nas relações entre o observador e o artista num ato de expropriamento do domínio desse poder reunido, espalhando-o por inúmeros usuários da internet; questões sobre a inversão do papel da arte desde a criação até à edição numa época de imagens redundante; questões sobre o propósito do autêntico nesta era; etc.
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The Treasure of Life is a digital advice book. This art project contains dozens of
videos, animated with texts and images, with a total duration of several hours. Each video includes an advice for improving the viewer’s visual communication skills.
The book deals with the self improvement obligation that inundates us (YouTube’s “How To” clips, iPhone’s applications, Makeover TV shows). Combining with the huge network power, that obligation creates a widespread digital advising culture, in which every layman, using a computer, can become a master.
All the visual materials of The Treasure of Life is taken out of the internet (using video and photo sharing websites), and have been digitally processed. Redesigning and re-editing those materials suggest questions about the inversion of power relations between the observer and the artist in a time of expropriating domination of its power center, and spreading it towards countless internet users; questions about the inversion of art’s function from creating to editing in a time of images redundant; questions about the original source’s role in this era; etc.





Watch the full project at: www.youtube.com/talialink

Artist website:www.talialink.com

(c) Talia Link/ Park magazine [Multimedia Showcase 2011]